segunda-feira, 7 de junho de 2010

Olga o filme .. um breve resumo do filme e critica

Olga é um filme brasileiro realizado em 2004 pelo diretor Jayme Monjardim, inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes. No filme, estrelam Camila Morgado como a protagonista, Caco Ciocler tambem como Luís Carlos Prestes e Fernanda Montenegro como Dona Leocádia Prestes, mãe de Luís Carlos Prestes.O filme "Olga" narra a história da judia alemã Olga Benário Prestes (1908-1942). Militante comunista desde jovem, Olga é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. É encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem.Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 7 meses é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha Nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão. Afastada da filha, Olga é enviada para um campo de concentração de Ravensbrück onde é executada na camara de gás.

Olga foi um grande sucesso de bilheteria; 385 mil pessoas o assistiram apenas no fim de semana de estréia no Brasil. A obra também recebeu três prêmios no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2005, mas teve recepção negativa das imprensas brasileira e alemã.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Lula destaca sucesso da política macroeconômica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comemorar hoje o "sucesso" da política macroeconômica de seu governo, em discurso em reunião da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). O presidente disse que quebrou paradigmas ao encerrar a polêmica sobre se, para exportar, é preciso eliminar o mercado interno. "Aqui no Brasil se dizia que, se o Brasil vai exportar, o mercado interno tem de morrer, tem de ser asfixiado. Se o Brasil vai aumentar o mercado interno, as exportações têm de morrer. Nós provamos que não é antagônico o crescimento do mercado interno com o crescimento do mercado externo", disse

Lula afirmou ainda que acabou com a discussão de que "aumentar salário é inflacionário". Para o presidente, "têm países crescendo há vários anos seguidos, com taxas importantes, que não têm como fazer política social". Lula prosseguiu acentuando que, por isso mesmo, o Brasil fez o contrário. "Nós decidimos que é possível acabar com a discussão: primeiro cresce para depois distribuir ou primeiro distribui para depois crescer? Nós fizemos os dois concomitantemente e o sucesso foi extraordinário", declarou Lula, que voltou a lembrar que foi o consumo dos mais pobres que salvou o Brasil na crise do ano passado.

"Enquanto muita gente rica no país ficou com medo e se encolheu, os pobres do Norte e do Nordeste foram às compras para reativar a economia brasileira na parte mais pobre do Brasil", disse Lula. "No Norte e no Nordeste, as classes D e E consumiram mais que as classes A e B, da região Sul, do Sudeste do País", ressaltou, avisando que isso se chama "o milagre da multiplicação do pouco dinheiro que os pobres têm".

Para Lula, "pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de renda. E muito dinheiro nas mãos de poucos é concentrar a riqueza e empobrecimento da maioria". Ele insistiu que isso foi possível graças "ao acerto da política macroeconômica".

Crédito

Lula defendeu ainda a política do crédito consignado. Hoje, segundo ele, R$ 120 bilhões movimentam o credito consignado, nas mãos de pessoas que não conseguiam tomar dinheiro em banco. Ele citou que "o crédito que o Brasil inteiro tinha era de R$ 380 bilhões". "Hoje, somente o Banco do Brasil tem esse crédito e, no país todo, o crédito chega a R$ 1,5 trilhão."

Após reiterar que pobre só é lembrado antes da eleição e que "se tem uma coisa sagrada que um dirigente político não pode deixar de fazer é cuidar dos mais pobres", Lula insistiu que todos os sacrifícios têm de ser feitos para fazer chegar na mão do mais pobre o mínimo necessário. "Não podemos deixar para cuidar dos mais pobres no fim", afirmou.

"Na época das eleições, não tem candidato do mundo que fale mal de pobre, fala mal de banqueiro, de grande empresário, mas pobre é a coisa mais fantástica. Mas, depois que as pessoas ganham as eleições, nunca convidam o pobre para almoçar, jantar ou tomar café. E o pobre não pode participar do projeto de desenvolvimento do país", afirmou. Em seguida, Lula avisou que "este país chegará em 2015 cumprindo todas as metas do milênio estabelecidas pelas Nações Unidas".


De acordo com a Onu, Brasil não cumpre metas de de combate à violência policial

Quase nenhuma medida foi tomada para resolver o grave problema dos assassinatos de policiais em serviço, ou para reduzir os elevados índices de assassinatos justificados como “autos de resistência”. A maioria das mortes nunca é investigada de forma significativa. Pouca coisa foi feita para reduzir a prisão e a violência”.

O relatório contabiliza que das 33 recomendações feitas no relatório de 2008, nenhuma foi integralmente assimilada, 22 foram descumpridas e 11 foram classificadas apenas como “parcialmente cumpridas”. O documento denuncia que o governo brasileiro tem falhado em tomar medidas necessárias para diminuir as mortes causadas pela polícia.

Trata-se de um “relatório de seguimento”, ou seja, analisa se o Brasil cumpriu ou não as orientações o órgão internacional. O documento tem 22 páginas e afirma que “execuções extrajudiciais continuam em grande escala” no Brasil.

Além da violência policial e dos chamados ‘autos de resistência’, o relatório também trata das mortes ocorridas dentro de unidades prisionais, a atuação de milícias e de grupos de extermínio formados por agentes públicos. O relatório também aponta falhas e vícios presentes no aparato de investigação e no processamento judicial. Essas falhas, de acordo com a ONU, propiciam a não responsabilização de crimes cometidos por representantes do Estado.

O documento cita avanços pontuais como a investigação sobre as milícias, no Rio de Janeiro, ou a ação de polícia pacificadora, implementada em favelas da zona sul carioca.

“No Rio de Janeiro o grande inquérito sobre milícias produziu uma relatório detalhado e abrangente, bem como uma série de prisões e processos. Num pequeno número de favelas no Rio de Janeiro, operações violentas da polícia e contra-produtivas têm sido substituídas pela presença da polícia e pela introdução de alguns serviços básicos”, destaca o documento.

Além disso a ONU reconhece avanços nas ações de combate ao Esquadrão da Morte, em Pernambuco. O documento também cita a atuação do Ministério Público de São Paulo como provedor de Justiça de São Paulo na responsabilização de policiais que cometem crimes.

“São passos importantes para promover a responsabilidade para a polícia”, aponta o relatório.

A Agência Brasil entrou em contato com as assessorias do Ministério da Justiça, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Secretaria Especial de Direitos Humanos. De acordo com as assessorias, os órgãos ainda não tomaram conhecimento do relatório para se pronunciarem.